quarta-feira, agosto 09, 2006

E O FIM DESSE COMEÇO

É sim. As folhas caíram, a grama secou. Mas a música voltou a tocar, as palavras voltaram a fluir.

Principalmente, o coração voltou a apertar, e a alegria triste novamente tinge as noites, tardes e manhãs de tons entre o azul do mais belo ao marrom de mais cinza.

Voltei eu. Agora menos paciente, ainda mais duro. Maduro?

Foi essa uma semana em que todos me olharam ao mesmo tempo, como se eu estivesse para declamar a maior das poesias. Me olharam de direções diversas, em pontos de vista de mim que prefiro guardar para mim mesmo.

E me quiseram todos. Cada um à sua maneira, mas todos de um modo muito par. E eu quis a todos em momentos diferentes, nos mais variados tons de sentimentos e intercâmbios unilaterais.

Até que veio ele, trazendo consigo um passado acumulado, como um teste do que vivi, me arremessando a carga no momento certo em que pareço pronto.

E ele me disse em poucas palavras e alguns silêncios as coisas mais belas e doces. E ele me guardou no peito as emoções mais macias e a paz mais branca. E ele fez fé nos minutos, fez fogo de uma luz efêmera.

E me afoguei novamente numa morna letargia do amar só, mesmo que não sozinho.