04/02/2006
Num janeiro ensolarado deixo a ilha. Despeço-me do sábado alaranjado, num topor talvez da tristeza contida, já que sei que poderia circular as águas de Vitória e isso não seria mais que um adeus. Então melhor me entregar ao sono de quem não tem mais nenhuma tarefa a cumprir e esperar a largada da próxima etapa.
Falarei sobre a cidade num pretérito velado, numa narrativa literária, esquecendo o que convém. E aos que fico também serei memória nostálgica, como o verão que passou nas férias da infância.



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