Vamos Criticar - Parte 2 - Apollo Nove
Já faz uns anos que os modernos ostracistas do Brasil cantaram suas canções do exílio, com acordes da terra e sons do exterior – e vice-versa. No começo da década de dois mil, os tais chill-outs que pipocaram em todas as festas e raves acordaram e importaram esse novo som brasileiro, que já era bastante batido do lado de fora com Cibelle, Suba, Zuco 103 – que brincaram com “O Homem da Gravata Florida”, do Ben – e até a velha-de-guerra Bebel Gilberto, que andava bem esquecida aqui, no lado de dentro.
Hoje, com a redescoberta da Trama Records, qualquer Luciano Huck toca essa nova MPB estrangeira, que se reencontra com o som de casa e produz coisas bem interessantes.
E é aí que vem meu novo disco preferido, Res Inexplicata Volans, do produtor Apollo Nove. É um som brasileiro que voltou do intercâmbio com sotaque francês, espanhol e todo vestido de londrino. E é meu som preferido do momento porque traz barulhos nostálgicos de décadas passadas, que lembram o mormaço tedioso do domingo quente, os shorts Adidas e longas viagens pela BR101, quando a Elis ainda dava os últimos suspiros daquela música brasileira que não se compõe mais.
Hoje, com a redescoberta da Trama Records, qualquer Luciano Huck toca essa nova MPB estrangeira, que se reencontra com o som de casa e produz coisas bem interessantes.
E é aí que vem meu novo disco preferido, Res Inexplicata Volans, do produtor Apollo Nove. É um som brasileiro que voltou do intercâmbio com sotaque francês, espanhol e todo vestido de londrino. E é meu som preferido do momento porque traz barulhos nostálgicos de décadas passadas, que lembram o mormaço tedioso do domingo quente, os shorts Adidas e longas viagens pela BR101, quando a Elis ainda dava os últimos suspiros daquela música brasileira que não se compõe mais.


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