sexta-feira, outubro 06, 2006

Nova ponte aérea


Minha tristeza não tem fim, por uma história que também não tem, mas pelos intervalos que brincam de pausas semibreves e insistem numa melodia que me quebra, me desarranja e bate em síncope o meu coração.

É a falta do gosto, a falta da vida, da cor. É a saudade de tudo.

É o medo do escuro, da dor, do topor e do esquecimento. É meu lamento mudo, que não tem quem o escute.

É o quarto sem ele lá, ele sem eu aqui, e memórias, pensamentos tortos. É falta de escrever, de ser mesmo, de desenrolar. É o aqui e o lá, que juntos nos separam.

De que adianta cantar sozinho meu lamento, minhas notas bobas?

Minha música só tem vida para ele.

Até logo, São Paulo.